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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E, tempos depois,... mais um blog volta ao ar! O novo LPCM!

        Escrevo este post para marcar um momento de retomada deste espaço, o qual surgiu em 2008, e que, devido a fatores que explico a seguir, ficou um bom tempo inativo.
        Sei que hoje muitas pessoas escrevem em blogs com diferentes tipos de comprometimento com a escrita. Falo de aspectos como o tamanho dos posts, frequência das publicações, feedback e relação com o público, etc. Pelo fato do formato blog ter essa característica original de diário, de escrita frequente, me vi sem condições de publicar seguidamente com o tipo de escrita que adotei (longa e com certo rigor formal). Quando percebi que era uma empreitada que não poderia abraçar, tendo em vista minhas outras obrigações, desanimei e resolvi deixar pra quando eu pudesse pensar melhor outras formas de escrever.
        Como já relatei, meu contato com software livre ocorreu em torno de 2006, e de lá pra cá, com a presença mais forte da informática na vida de um número crescente de pessoas, a rede foi alimentada com um volume incrível de informação sobre o mundo do software livre. Eu, quando comecei a usar software livre e escrever sobre, tinha certeza que isso aconteceria. Seja porque mais usuários surgiriam e passariam a publicar ou pelo próprio curso natural da popularização do uso da informática, onde as pessoas criam demanda de informação e geram também conteúdos. Enfim, está cada vez mais fácil de aprender a fazer qualquer coisa.
        Quando comecei com os primeiros vídeos aqui do blog, havia pouco conteúdo em português sobre Linux. Hoje é inacreditável a quantidade de informação disponível. Diversos canais especializados surgiram no YouTube, com pessoas publicando vídeos tutoriais e de apresentação de diversas distribuições Linux. O mesmo aconteceu com o mundo da produção musical, com diversos canais interessantes de pessoas publicando informações sobre o assunto.
        Faço essa retrospectiva pra pensar os objetivos e projeções iniciais para este espaço. A ideia era criar conteúdo próprio e original, para assim poder distribuir de forma livre e sem preocupações com licenças de uso. Subestimei a tarefa e superestimei as metas e planos, fato... Tive de abandonar o espaço, poque vi que seria difícil manter tudo sozinho, tendo em vista o ritmo e o padrão de qualidade que planejei. Ou seja, se é pra fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas precariamente, prefiro selecionar prioridades. Muito de todo esse discurso explicativo passa por outra questão que quero explorar futuramente, talvez, o “mal da atualidade”: a procrastinação. Sim, acredito que sofri/sofro desse mal... Eu tenho uma frase que repito sempre: Eu, como “bom brasileiro”, deixo pra depois mesmo!... (risos).
        A escrita neste espaço sempre andou de certa forma paralela com meu contato e dedicação a uma das coisas que mais gosto de fazer: criação e produção musical. Tive de me afastar (mas nem tanto) de meus projetos com a música por cerca de quatro anos (o que dura uma graduação universitária), mas sempre planejando, escrevendo em off, etc. Acho que posso dizer que estou em fase de pré-produção musical faz uns 8 anos (risos)... Tudo isso pra dizer que “agora a coisa vai”! Os projetos foram retomados, estou bem feliz com isso e não pretendo abandoná-los. Sigamos!


O novo Livre Para Criar Música!


        Voltando a tratar da ideia consagrada do blog como um diário, como uma timeline que marca os momentos do autor, decidi não abrir mão desse pressuposto e deixar no ar coisas que estão desatualizadas, postagens com links quebrados, e, ainda. posts que hoje leio e tenho a impressão de certa pretensiosidade na escrita.
        Olhando para trás, fazendo uma retrospectiva, percebi que as postagens do blog refletem um pouco do momento ou estágio em que me encontrava em relação a produção musical e ao contato com o mundo do software livre. Quando comecei em 2008 a postar estava naquele momento de entusiasmo com a possibilidade de produzir minhas músicas com a liberdade que sempre sonhei, além do entusiasmo com a migração completa para o mundo GNU/Linux. Escrevi, porque não dizer, o manifesto Livre Para Criar Música, composto pelas primeiras postagens sobre o blog, onde marquei bem uma etapa e definição deste projeto. Além das postagens refletirem as etapas em que eu estava, marcando uma linha de tempo da minha relação com a produção musical e com o contato com o mundo do Software Livre, percebo que segui uma linha de pensamento para ordem e prioridade nas postagens: planejei postar primeiro informações sobre os softwares que existem para os dois sistemas operacionais, Windows e GNU/Linux, depois postar informações sobre migração de sistema operacional, e, por final, postar informações sobre softwares que existem exclusivamente para a plataforma GNU/Linux. De certa forma consegui fazer isso.
        Olhando para trás e resumindo o blog hoje, diria que: O objetivo do espaço é incentivar o uso de ferramentas livres na produção de arte assim como a distribuição livre dessa produção. O seu conteúdo é composto principalmente por resenhas de softwares livres; tutoriais; artigos sobre produção musical independente; artigos abordando questões politicas, sociais e filosóficas que tangem ao mundo do Software Livre e do Linux; e, resenhas de filmes, matérias e livros relacionados à temática do blog. O espaço se constituiu ainda como um manifesto pró-software livre na criação musical e como um portfólio de aprendizagem, na medida que o trabalho aqui tem um sentido de construção de conhecimento, de avaliação de aprendizagens, de avaliação crítica do que foi escrito ao longo do tempo, de busca por competências para trabalhar com software livre e produção musical, e de desenvolvimento de capacidades para criar e manter este espaço virtual (aprender HTML e CSS para criar o template do blog, por exemplo).
        Tendo em vista o volume de informação disponível hoje sobre o assunto que é foco deste espaço, tendo em vista o número crescente de pessoas que estão se dedicando a tratar desse assunto, e tendo em vista que as outras instâncias da vida me impossibilitam de escrever com um tempo necessário para a formalidade e frequência que pretendia e comecei, terei de manter este espaço de outra maneira, com outra proposta. Serei mais direto; tentarei focar em softwares para a produção musical em GNU/Linux e em assuntos relativos à produção musical; utilizarei mais conteúdos externos, de terceiros, para aliviar o trabalho; e postarei conforme vou retomando alguns conhecimentos que me são necessários neste momento, sem muito apego à metas e planos megalomaníacos. Abraços para todos e até mais!



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sobre este blog - Expectativas e projeções

        Como viram nas postagens anteriores, não será fácil cumprir o objetivo de escrever para as diferentes pessoas às quais espero poder ser bem recebido, mas por enquanto espero ter conseguido explicar a quem pretendo me dirigir, pois minha preocupação neste momento inicial é explicar, um pouco pelo menos, a ideia do blog, que espero, seja aproveitado por todos. Espero que tenha ficado claro que o conteúdo que será aqui publicado poderá ser aproveitado não somente por pessoas que fazem música, mas também por pessoas que ouvem e gostam de música, por pessoas com interesse em saber mais sobre software livre e sobre o Sistema Operacional GNU/Linux, por pessoas que fazem uso do computador no dia a dia e que encontrarão aqui dicas para melhoria do desempenho de suas atividades, por pessoas que não tem muito interesse em assuntos de informática e que encontrarão aqui temas diversos que serão tratados com senso crítico, às vezes com senso de humor, enfim. Pretendo apresentar um conteúdo de qualidade, com responsabilidade, com senso crítico, com coerência, visando difundir ideias, conhecimento, compartilhando experiências, e estimulando as pessoas a serem agentes ativos neste universo digital da era da cibercultura, fazendo uso das ferramentas que hoje são oferecidas de maneira democrática graças ao software livre. Espero que aproveitem, e até mais.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sobre este blog - A motivação para escrevê-lo – Voltando no tempo: Em busca da liberdade

        Faz algum tempo que comecei uma busca por softwares direcionados à produção musical. Meu objetivo no início, quando em ambiente Windows®, era encontrar programas gratuitos e programas livres que atendessem as necessidades nas diferentes etapas de produção de áudio e sem ter que investir em hardware. Missão impossível? O fato é que consegui alguns resultados positivos em minhas produções, tudo sem custo, sendo que o computador eu já possuía e somente usei softwares livres e softwares gratuitos. Cabe lembrar, ou informar para quem não sabe, que software livre (free software) e software gratuito (freeware) não são a mesma coisa, mas isso será explicado adiante. Ao ver esses resultados comecei a me surpreender, pois, assim como muitos, eu pensava ser necessário todo um aparato para se obter gravações de áudio com qualidade, ou ainda, gastos astronômicos com softwares pagos. Portanto, nesse primeiro momento, eu estava me focando na questão econômica e evitando a “pirataria”, ao usar softwares gratuitos e softwares livres. Mas faltava algo.
        Nessa busca por softwares para produção de áudio, e também para outras finalidades, sempre tive a atitude de evitar softwares “piratas”, e não é preciso dizer que a oferta era grande, pois softwares proprietários conhecidos e caros poderiam ser obtidos na rede com alguns cliques. Essa minha atitude em um primeiro momento era consequência do medo mesmo. Medo do quê? Ora, não é nenhuma novidade que a plataforma que utilizava é um alvo fácil para ataques de possíveis vírus, trojans, spywares e toda sorte de pragas que podem vir junto desses programas disponibilizados na rede. Em um segundo momento, enquanto testava programas gratuitos e programas livres, comecei a pensar a questão da acessibilidade a essas tecnologias: eu estava então utilizando programas que me foram oferecidos gratuitamente e que eram semelhantes aos que custam bem caro, reforçando a ideia de evitar a “pirataria”. Porém, com o passar do tempo, ao ter mais intimidade com as funções dos programas, comecei a chegar a algumas conclusões, dentre elas: muitos programas gratuitos (freewares) tinham muitas funções bloqueadas, outras deixavam de funcionar com o tempo, por vezes, o programa era bloqueado por completo, alguns exibiam inúmeros banners publicitários, enquanto que nos softwares livres nada disso acontecia. Em meio a isso, comecei a pesquisar sobre as licenças desses softwares, sobre as suas origens, passei a compreender as diferenças entre os tipos de licença e o significado da liberdade oferecida pelo software livre. Passei a conhecer e me interessar cada vez mais pela história do sistema GNU/Linux e de seus idealizadores, e fiz de tudo para migrar, fui em busca de informação, em busca daquele “algo” que faltava.
        Depois de migrar para um sistema operacional GNU/Linux, passei a utilizar alguns dos softwares livres que já utilizava em Windows e a testar outros, obtendo resultados igualmente positivos e com uma verdadeira liberdade para criar, liberdade que só pode ser oferecida por um sistema operacional livre. É preciso dizer que essa liberdade eu já buscava há tempos, pois enquanto era usuário de Windows e de programas proprietários, minha liberdade era tolhida em diversos momentos, os quais exemplificarei em postagens futuras. Gostaria de ter conhecido o mundo GNU/Linux bem antes, de preferência desde que comecei a fazer uso do computador no dia a dia, mas infelizmente por diversos motivos (que não existem são por acaso) isso não ocorreu. Portanto, o que me fez migrar para o sistema GNU/Linux foi em primeiro lugar essa busca por liberdade. Essa migração de sistema operacional na época foi outro ponto que me motivou a começar a pensar esse blog, pois assim como haviam minhas dúvidas sobre a possibilidade real de se produzir música com qualidade e sem os custos antes mencionados, haviam dúvidas sobre o Sistema Operacional GNU/Linux em diversos aspectos, entre eles: a instalação do sistema no computador, adaptação ao uso, limitações e vantagens do uso, etc. Muitas de todas essas dúvidas eram solucionadas através de pesquisas na rede, muitas vezes com custo, suor, tempo e um pouco de estresse; e outras só pude solucionar na prática mesmo. Assim, senti necessidade de compartilhar o que fui aprendendo, tanto sobre criação e produção musical, quanto o uso do sistema GNU/Linux. Acredito que a vontade de compartilhar o que se aprende sobre software livre é algo que surge naturalmente desde o início desse aprendizado, é uma necessidade de contribuir para que outras pessoas experimentem a liberdade que se experimentou. É fato que o que sei é só a ponta do iceberg, além disso, até o momento não sou programador e nem um profissional em produção musical, mas enfim... Sei que existem inúmeros sites e fóruns tratando do assunto o qual me propus tratar, muitos destes inclusive indicarei aqui, porém as informações estão dispersas, então a ideia de centralizar muitas delas aqui para facilitar a vida de quem tem o objetivo semelhante ao deste autor. Porém, mesmo antes de começar este blog já compreendi que o acúmulo de um número considerável de informações importantes só aconteceria com um bom tempo de existência deste espaço, sendo assim, espero poder manter o blog e esperar que isso aconteça.

Sobre este blog - Para quem é feito o Livre Para Criar Música?

        Vou tentar então explicar com quem pretendo me comunicar, em uma ordem que foi escolhida somente para dar sentido a este texto, e não necessariamente pelo critério de importância.
        Em primeiro lugar, com pessoas com interesse em registrar suas canções sem custos com estúdios, sem ter que montar um home studio, sem gastos com softwares pagos, sem apelar ao uso de cópias não autorizadas de softwares proprietários (o que “eles” chamam de “pirataria”), e buscando liberdade, autonomia e independência para criar, pois foi ao descobrir que isso é possível, há algum tempo, que comecei a pensar este blog como uma maneira de compartilhar o que fui aprendendo. Portanto, quero mostrar a essas pessoas, às quais me referi anteriormente, como isso é possível.
        Em segundo lugar, com pessoas que utilizam softwares proprietários pagos (sejam para produção musical ou para outras finalidades), adquiridos através de pagamento aos proprietários ou adquiridos através de cópia não autorizada. Os que se enquadram na primeira situação, podem ter preferido pagar por esses softwares, entre outros motivos, por pensarem que não existem alternativas, não exitem concorrentes e que essa cópia proibida de software não compensa. A essas pessoas, pretendo mostrar que essa chamada “pirataria de software” não compensa mesmo, e que existem sim alternativas aos softwares proprietários pagos, sendo que o que está em jogo ao optar por essas alternativas e o que deve ser levado em consideração, não é a gratuidade do software, o preço, mas sim a sua liberdade, que é algo que não tem preço. Os que se enquadram na segunda situação, podem ter apelado à “pirataria” (termo esse que deve ser discutido), entre outros motivos, por também pensarem que não existem alternativas a esses softwares, e já que não podem pagar..., por pensarem que a “pirataria” é um tipo de “vingança justificável” contra essas empresas que cobram caro por seus produtos etc. A esses pretendo mostrar que existem alternativas sem ter que recorrer à “pirataria” e que existe uma forma melhor, mais inteligente de se “vingar” dessas empresas, que a prática de “pirataria” como vingança, como protesto, é pura ingenuidade, para não dizer outra coisa.
        Em terceiro lugar, com pessoas que utilizam softwares proprietários gratuitos (os “freewares”), como uma alternativa ao uso de softwares proprietários pagos que custam caro e como uma forma de evitar a “pirataria”. A esses quero dizer: que, se não sabem, o Software Livre cumpre essas funções e oferece algo mais importante, que é a liberdade; que, se não sabem, são potenciais usuários de um sistema GNU/Linux (Sistema Operacional GNU mais o Kernel Linux); e, se sabem de tudo isso, faço uma pegunta: o que está faltando para migrarem de sistema operacional ou ao menos experimentarem uma distribuição GNU/Linux? Essa é uma pergunta que pode gerar diversas respostas, muitas das quais conheço e tratarei futuramente.
         Em quarto lugar, com pessoas que não têm interesse em criação e produção musical e que já estão pensando que este blog não lhes interessa. Quero dizer a esses, que não escreverei somente sobre softwares livres para esses objetivos, mas também para diversos outros usos normais em um computador. Além disso, não tratarei somente de assuntos sobre funcionamento de programas, mas também sobre: questões sociais, filosóficas, éticas e políticas que tangem o uso de software livre, os rumos para a produção e difusão de música daqui por diante, questões de direito autoral e de propriedade, as novas formas de licenciamento de obras culturais, filmes que tratem de música, artistas que buscam meios alternativos para produção e difusão de arte, assuntos polêmicos da atualidade, uso de ferramentas computacionais livres como forma de inclusão social, enfim... Aposto que a essa altura muitos já estão pensando: Putz!... esse cara só veio pra falar daquele tal de “Linus”...
        Então aqui, e em quinto lugar, me dirijo aos usuários de Windows® que podem estar pensando que nada do que vai ser publicado aqui lhes será útil, já que não pretendem trocar de sistema operacional para usar software livre, e não o farão por pensarem, entre outras coisas, que: seu sistema operacional é o melhor; que esse papo de Linux não faz sentido, que é tudo muito difícil, tudo diferente e impossível de se adaptar; e, que mesmo tendo vontade de trocar de sistema operacional, não sabem como. A esses digo: que respeito a opinião alheia, mas me empenharei em mostrar que os sistemas GNU/Linux são reconhecidamente superiores, que são sistemas robustos, de alto desempenho e infinitamente mais seguros, e que o ponto principal a ser entendido é a questão da liberdade oferecida por esses sistemas; que atualmente um sistema GNU/Linux, apesar de algumas diferenças, é tão fácil de utilizar quanto o Windows; e, que dependendo da distribuição GNU/Linux, a instalação pode ser muito mais fácil do que uma instalação do Windows. E respondendo de maneira geral, afirmo que mesmo não sendo convencidos, não haverá problemas, pois além de muitos softwares livres funcionarem em Windows, é possível testar um sistema GNU/Linux sem sequer “tocar” no Windows, e, ainda, é possível ter mais de um sistema operacional instalado no disco rígido, podendo, assim, o usuário escolher no momento em que liga o seu computador qual sistema vai utilizar, Windows ou GNU/Linux.
        Com isso, e em último lugar, me dirijo aos usuários de GNU/Linux, avançados ou novatos, para os quais muito do que será dito aqui não é novidade. A esses quero dizer que sempre podemos aprender mais ou contribuir com o que sabemos. Aproveito para dizer que esta é a minha forma de contribuição para o mundo GNU/Linux, já que até o momento não sou um programador. Sou de fato um entusiasta do Software Livre, um apaixonado mesmo, que acredita que usar software livre é uma atitude politica e ética que tem repercussões não só para o usuário mas para a sociedade. Espero que esse blog tenha um alcance maior em termos de divulgação do Software Livre do que a divulgação boca-ouvido que faço em meio a amigos, colegas e família. Aqui pretendo apresentar os conceitos teóricos sobre sistemas GNU/Linux e sobre softwares livres e instruções práticas para instalação e uso dos mesmos, contribuindo para que um número maior de pessoas possam desfrutar da liberdade oferecida pelos mesmos. Para isso é necessário adequar as postagens para todo o tipo de usuário, tentando alcançar potenciais usuários de GNU/Linux, que muitas vezes querem experimentar uma distribuição qualquer mas não sabem como.

Sobre este blog - Quem faz o Livre Para Criar Música?

        Sempre gostei de música, ela sempre fez parte de minha vida. Em um primeiro momento, minha ligação era de espectador, posteriormente, ao aprender alguns primeiros acordes no violão, com meu pai, passei a interagir com ela (tentava pelo menos). Hoje, meu instrumento preferencial é o contra-baixo, mas toco guitarra também. Tive algumas bandas, e ultimamente, além de integrar uma banda com repertório que mescla músicas próprias e alguns covers, estou voltado para um projeto totalmente autoral, onde passo por quase todas as etapas que envolvem a produção de música, desde a concepção das letras, passando pela criação da música, até a gravação, registro do trabalho e posterior difusão do mesmo, estando em algumas dessas etapas apoiado pelo uso de software livre. Tudo isso imbuído do bom e velho espírito do “Faça Você Mesmo”, que está cada vez mais em voga. Através de uma experiência pessoal, que na medida do possível compartilharei, pretendo indicar caminhos os quais procurei, procuro, e procurarei para produzir e divulgar música de forma independente, com liberdade e com baixo custo.

Sobre este blog - Apresentando o Livre Para Criar Música

        Este blog tem por objetivo (entre outros) apresentar um conteúdo relacionado à produção musical independente com software livre, apresentar postagens com indicações de softwares livres para criação, captura, gravação e edição de áudio, assim como assuntos relacionados a esses tipos de ferramentas livres direcionadas à produção musical. Agora talvez tenha ficado claro o nome do blog: “Livre Para Criar Música”. Sobre a definição de Software Livre, haverão postagens com muitos detalhes, mas, para um entendimento inicial, para quem não sabe, consiste em um programa sem restrições para ser usado, copiado, estudado e redistribuído, o seu código fonte é aberto para que se possa estudá-lo, melhorá-lo.
        Antes que pareça que este é só mais um blog com programas para download (e mesmo que fosse, já se diferencia, pois aqui não serão postados softwares crackeados, com serial etc., porque acredito que isso que as empresas de softwares proprietários chamam de “pirataria” é menos prejudicial a elas do que a quem usa esses softwares), deixo claro que não escreverei somente sobre questões de funcionamento dos programas. Nesse sentido, esta frase que dá nome ao blog, “Livre Para Criar Música”, pode ter várias interpretações. Quando pensei o nome, gostei muito dele justamente por isso, e logo percebi que “Livre Para Criar Música” significava para mim uma condição, um estágio, e, porque não dizer, um estado de espírito, alcançados após uma série de escolhas, de decisões que dizem respeito as formas que escolhi para lidar com a produção de música, para lidar com o “fazer música” (para entender melhor, por favor, leia isto e isto). Mas voltando a interpretar o nome com o sentido relacionado à programas livres, ele poderia se chamar também "Livre Para Criar". Livre para criar o que for, qualquer tipo de arte, ou qualquer coisa que se possa desenvolver utilizando um computador, já que pretendo indicar softwares livres para diversas atividades. Com isso, preciso dizer que está bem difícil definir o que vai ser prioridade aqui, pois pretendo me comunicar com diferentes tipos de pessoas e escrever sobre diversos assuntos, os quais muitas vezes estarão ligados por uma espécie de fio condutor que vai guiar as postagens (para entender melhor, por favor, leia isto).