terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

openSUSE Leap 42.1 recém-instalado

Segue um vídeo do novo openSUSE recém instalado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Mapa mental - Produção musical e suas etapas (v.16.02.16)


Apresento um mapa mental sobre produção musical e suas etapas, elaborado a partir da consulta às fontes abaixo. É uma compilação das ideias trazidas pelos diferentes autores, ou seja, é mais que um resumo. O que um autor pode ter esquecido, ou preferido não tratar, o outro lembrou e tratou de explicar. E este autor que vos escreve vem facilitar o trabalho de pesquisa, entregando um mapa interessante para um momento inicial de contato com as etapas da produção musical. Esse mesmo mapa será mais trabalhado e adaptado futuramente para tratarmos da produção musical independente e no âmbito do home studio.

O mapa, que foi elaborado utilizando os softwares livres Freeplane e GIMP, mostra um pouco da complexidade dessa brincadeira que é produzir um disco musical. Está aí, para colocar como fundo de tela do PC, imprimir e colocar na parede do quarto, emoldurar e colocar na sala (risos)... Façam bom proveito!

 
FONTES

MEDINA, José A.. As diversas fases de uma produção musical. Em: <http://musicaudio-dicas.blogspot.com.br/2011/08/as-diversas-fases-de-uma-producao.html>. Acesso em: 15 de fev. 2015.

ANGELOTTI, Pojito. Fases da Produção de um CD Musical. Em: <http://www.pojitoangelotti.com.br/fasesdaproducao.htm#1>. Acesso em: 15 de fev. 2015.

ZASNICOFF, Dennis. Manual de Bolso da Produção Musical (Para Músicos, Técnicos e Produtores). Disponível em: <http://academiadoprodutormusical.com/blog/77-gratis-manual-de-bolso-da-producao-musical/>. Acesso em: 15 de fev. 2015.

MACEDO, Frederico Alberto Barbosa. O Processo de Produção Musical na Indústria Fonográfica: questões técnicas e musicais envolvidas no processo de produção musical em estúdio. Revista Eletrônica de Musicologia (Ed. Portuguesa) , v. XI, p. 14, 2007. Disponível em: <http://www.rem.ufpr.br/_REM/REMv11/12/12-macedo-gravacao.html>. Acesso em: 15 de fev. 2015.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Indicação de alguns artigos e vídeos sobre produção musical



Abaixo, segue a indicação de alguns artigos e vídeos interessantes para iniciar as pesquisas sobre produção musical. Devemos ficar atentos para os diferentes tipos de abordagens por parte dos autores em seus artigos ou vídeos. Muitos vão falar sobre o processo e suas etapas e subetapas de uma forma mais conceitual e historicamente aceita, e, por vezes, mais no âmbito dos grandes estúdios. Outros farão uma abordagem mais prática, tratando de como é o processo atualmente e como eles próprios trabalham.

Na página Produção musical e suas etapas, temos um repositório de links sobre o tema.

Artigos

 


As diversas fases de uma produção musical
Autor: José A. Medina (Blackwaves Estudios), traduzido e adaptado por Germano Lins (www.musicaudio.net)
Comentário: boa explicação sobre o que é uma obra musical e o que é um produto musical (importante para explicar o papel de compositor e de produtor; importante para pensar sobre o fazer tudo sozinho); definição das etapas da pós-produção: as edições, a mixagem e a masterização; apresenta um resumo dos profissionais envolvidos em cada fase.


Fases da Produção de um CD Musical
Autor: Pojito Angelotti
Comentário: boas dicas de mixagem e masterização; observações importantes sobre o longo caminho da produção musical e as dificuldades para transformar a criação em produto para o público.


Manual de Bolso da Produção Musical (Para Músicos, Técnicos e Produtores)
Autor: Dennis Zasnicoff
Comentário: o autor divide o processo de produção em 10 etapas; da criação até a masterização, todas as fases são muito bem explicadas e com diversas dicas de como trabalhar, além de observações e comentários interessantes; a leitura das 38 páginas é rápida e o manual ainda conta com um glossário.


O Processo de Produção Musical na Indústria Fonográfica: questões técnicas e musicais envolvidas no processo de produção musical em estúdio
Autor: Frederico Alberto Barbosa Macedo
Comentários: o artigo é bem completo, com diversas referências de autores que estudam a área; o resumo do artigo pode ser lido aqui.

Vídeos

 

Fases da Produção Musical
Comentário: o autor apresenta o processo dividido em 4 fases: gravação, edição, mixagem e masterização, apresentando dicas práticas em cada fase.

Homestudio e Produção Musical Independente
Comentário: o autor inicialmente apresenta o processo dividido em 4 etapas (composição, pré-produção, produção e pós-produção) e suas subetapas; posteriormente passa a tratar de home studio: evolução tecnológica, princípios de um Home Studio, objetivos, hardware e software e dicas de como começar.

Fundamentos de Produção Musical
Link:
Comentário: uma série de vídeos que, pelo que parece, é uma amostra grátis de um curso oferecido pelos autores; a série apresenta um bom resumo sobre o que é produção musical historicamente e na atualidade, assim como o papel do produtor ontem e hoje e ainda os processos, etapas e profissionais envolvidos na produção musical.

7 Etapas da Produção Musical
Comentário: o autor apresenta informações importantes no âmbito da prática em home studio, dividindo o processo conforme ele próprio trabalha; apresenta dicas interessantes e mais direcionadas para músicos que querem gravar seu primeiro CD.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Resenha de artigo: “O Processo de Produção Musical na Indústria Fonográfica” (MACEDO, 2006)

Algo que parece fundamental em determinado momento do trajeto de quem pretende se aventurar no mundo da produção de música em home studio, é entender melhor o que é produção musical em seu contexto histórico e as funções do produtor musical, ontem e hoje. Isso vale pra quem pretende somente se autoproduzir e produzir sua própria banda ou produzir outros artistas. Da importância (e da utilidade) de aprender os conceitos básicos sobre produção musical e suas etapas no âmbito da produção caseira, em home studio, tratarei em diversos momento e em postagens específicas. Na sequência, apresento o resumo de um artigo interessante sobre o assunto, e, obviamente, aconselho a leitura na íntegra.

Download: http://www.rem.ufpr.br/_REM/REMv11/12/12-macedo-gravacao.html

MACEDO, Frederico Alberto Barbosa. O Processo de Produção Musical na Indústria Fonográfica: questões técnicas e musicais envolvidas no processo de produção musical em estúdio. In: Simpósio de Pesquisa em Música 2006, 2006. Anais do Simpósio de Pesquisa em Música 2006 - SIMPEMUS 3. Curitiba - PR: Editora do Departamento de Artes da Universidade Federal do Paraná, 2006. v. 01.

No artigo “O Processo de Produção Musical na Indústria Fonográfica: questões técnicas e musicais envolvidas no processo de produção musical em estúdio”, o autor Frederico Alberto Barbosa Macedo nos mostra que o trabalho em estúdio, que inicialmente se resumia em gravar a performance dos músicos, tal como ocorria (ao vivo), após o surgimento de tecnologias de manipulação dos materiais gravados, passou a se complexificar. Com os avanços tecnológicos e das técnicas (fita magnética, surgimento do overdub, gravadores multipistas), aumentou a especialização e a divisão do trabalho na produção musical. Diversos profissionais passaram a fazer parte do processo, cada um com uma função específica e responsável por uma fase da produção. Em relação aos principais processos envolvidos na produção musical na atualidade, temos: pré-produção, gravação, edição, mixagem e masterização. Processos os quais contam com a participação de diversos profissionais, dentre eles: produtores, cantores, instrumentistas, arranjadores, técnicos e engenheiros de som. (p.01)


Vejamos algumas funções e características do produtor musical (p.02):
  • concepção musical do projeto e coordena a sua realização
  • coordena o pessoal envolvido na produção (técnico ou engenheiro de som, arranjadores)
  • precisa conhecer o mercado e o público e os detalhes técnicos que viabilizarão o sucesso do projeto musical
  • intermediação entre o artista e a gravadora ou entre o artista e o mercado
  • habilidade para se relacionar com o pessoal envolvido
  • produtor e técnico de som podem ser as mesmas pessoas (gravadoras independentes e pequenos estúdios)



Na sequência, vejamos as fases da produção musical e suas características:

Pré-produção (p.02)

  • primeira fase da produção, onde se tem a prévia do projeto musical
  • planejamento
  • cronograma (prazos de realização, lançamento, distribuição, divulgação e vendas)
  • escolha dos locais de ensaios
  • audição de materiais prévios e escolha do repertório
  • criação dos arranjos
  • escolha dos estúdios e profissionais envolvidos e das tecnicas e tecnologias a serem empregadas
  • estimativa dos custos
  • elaboração de estratégia de marketing para o projeto

Gravação (p.02-03)

  • fase onde a execução musical é gravada na máquina de gravação
  • necessidade de captar o som com boa qualidade técnica e musical
  • necessidade de boa execução por parte dos músicos, assim como bons equipamentos e um bom técnico
  • a fase pode ser realizada ao vivo (músicos tocando juntos ao mesmo tempo), em overdub (músicos e instrumentos gravados separadamente, em momentos e ambientes diferentes) e através de computadores ou sequenciadores (instrumentos e programações MIDI)

Edição (p.03)

  • fase de seleção e sequenciamento dos melhores trechos gravados
  • eliminação de ruídos e vazamentos
  • eliminação de trechos de silêncio
  • possibilidade correções de ritmos fora do tempo e afinação de vozes desafinadas
  • o resultado final são as trilhas de cada instrumento prontas para serem mixadas

Mixagem (p.04)

  • busca do equilíbrio entre as trilhas gravadas
  • busca de timbres certos de cada instrumento ou voz
  • equilíbrio dos volumes de cada trilha (instrumentos e vozes)
  • posicionamento de cada instrumento e voz no campo estéreo
  • aplicação de efeitos
  • necessidade de bom conhecimento técnico, treinamento auditivo, sensibilidade artística e de conhecimento musical
  • no processo pode-se, intencionalmente, buscar fidelidade à execução musical gravada ou a alteração da mesma para alcançar determinada proposta estética
  • busca-se coerência com a proposta estética do artista
  • o produto desta etapa é são as diversas trilhas (instrumentos e vozes) reduzidas a dois canais (estéreo)

Masterização (p.04)

  • fase também chamada de pós-produção
  • definição da ordem das músicas
  • aplicação de fade-in e fade-out e definição de intervalos entre as faixas
  • busca de homogeneidade e coerência entre as músicas (timbre, volume e sonoridade)
  • deve-se pensar os tipos de mídias nos quais o produto final será comercializado e nos aparelhos nos quais será executado
  • gera a matriz que será enviada para a fábrica para replicação


Na conclusão do artigo (p.06), o autor, a partir do que foi exposto no texto, nos traz pontos importantes para serem pensados acerca das mudanças no mundo da produção musical em estúdio:
  • histórica fragmentação em várias fases e o consequente surgimento de diversos personagens associados ao processo
  • pessoal envolvido no fazer musical antes das tecnologias: compositor, intérprete e ouvinte
  • pessoal envolvido no fazer musical depois das tecnologias: músicos, produtores, intérpretes, arranjadores, engenheiros de som, programadores, diretores artísticos, divulgadores e executivos de gravadoras
  • deslocamento das noções tradicionais de autoria (dependendo da influência, muitas vezes os profissionais envolvidos reivindicam o reconhecimento de sua participação como uma sendo de natureza autoral)

E para concluir mesmo:

O processo de produção musical em estúdio se desenvolveu, por um lado, intimamente associado ao desenvolvimento das tecnologias de produção musical e, por outro lado, ao próprio desenvolvimento geral da música, de seus estilos, de suas concepções e de seus ideais estéticos. Se inicialmente a produção em estúdio se restringia ao registro de uma performance, hoje existem vários procedimentos técnicos e musicais que podem ser utilizados para se chegar ao resultado sonoro desejado, técnicas diversas a serem empregadas em função dos objetivos musicais e das concepções estéticas que se tem em mente. Desse modo, não podemos falar que existe um processo, ou uma técnica de produção adotada universalmente pela indústria fonográfica, mas, sim, que existem procedimentos técnicos e rotinas de produção diversos, cuja utilização deve ser avaliada a partir dos objetivos musicais que se tem em mente. (p.06)

sábado, 21 de novembro de 2015

Programa TVE Repórter sobre produção musical

Segue uma matéria interessante do TVE Repórter, programa da TV Educativa de Porto Alegre.

Dentre os assuntos: o que faz um produtor musical; qual sua influência no sucesso do artista; até onde o produtor deve interferir; como nasce uma música; as inspirações para criação musical; a profissionalização na área; a produção musical ontem e hoje; o mercado musical; música e cinema; a escolha do repertório musical; e, como alcançar o sucesso com a música.

Dentre os entrevistados: Léo Henkin produtor musical, guitarrista e compositor do Papas da Língua; Juarez Fonseca, jornalista e crítico musical; Jerônimo Jardim, músico e compositor; Airton dos Anjos, produtor musical; Marcelo Fruet, músico e produtor musical; e, Alexandre Birck, músico, produtor musical e baterista da Graforréia Xilarmônica.


TVE Repórter sobre produção musical

domingo, 15 de novembro de 2015

Produção musical e suas etapas

Algo que parece fundamental em determinado momento do trajeto de quem pretende se aventurar no mundo da produção de música em home studio, é entender melhor o que é produção musical em seu contexto histórico e as funções do produtor musical, ontem e hoje. Isso vale pra quem pretende somente se autoproduzir e produzir sua própria banda ou produzir outros artistas. Da importância (e da utilidade) de aprender os conceitos básicos sobre produção musical e suas etapas no âmbito da produção caseira, em home studio, tratarei em diversos momento e em postagens específicas.

Ao longo de estudos sobre produção musical, veremos que certos pontos são unanimidades entre os autores, e outros, por outro lado, são divergentes. Como exemplo de algo que parece unanimidade, é que não existe uma receita de bolo para algumas etapas da produção musical. Que uma mixagem por exemplo, se pensarmos como uma etapa artística da produção musical, não pode ser reproduzida, ou imitada. Cada mixagem é uma mixagem, busca-se algo que vai de encontro à estética do artista produzido. Como exemplo de algo divergente entre os autores, citaria a divisão das etapas da produção musical. Se por um lado temos a divisão das micro-etapas da produção musical bem definidas, como sendo a gravação, a edição, a mixagem e a masterização, as macro-etapas, ou como elas englobam essas micro-etapas, parecem não ser consenso. Mas quais seriam as macroetapas? São elas: pré-produção, produção e pós-produção. Muitos parecem não chegar a um consenso em relação a como agrupar as microetapas nas macroetapas. Alguns vão dizer que a masterização é uma fase dentro da pós-produção, por exemplo. Alguns vão definir a produção como uma fase que engloba a gravação e a edição, sendo mixagem e masterização etapas da pós-produção. Enfim, divergências que podem ocorrer, talvez, pelas novas características da produção musical influenciada pelas novas tecnologias e novos perfis profissionais surgidos em função da evolução na área.

Como há muito o que falar sobre produção musical, postarei aos poucos, e utilizarei está página como repositório de links para as próximas postagens relacionadas, formando um sumário com os títulos das mesmas. Inicialmente começaremos pelo básico, elencando as etapas e suas respectivas subetapas, tratando cada uma de forma bem resumida, com o intuito de somente mostrar o (por vezes longo) processo de produção de um álbum fonográfico. Entender esse processo com suas divisões em etapas e subetapas, parece ser importante para o melhor planejamento, gerenciamento e desenvolvimento de projetos musicais independentes e no âmbito do home studio, por isso a questão será bem explorada na sequência.





Sumário (em construção)

Produção musical e suas etapas

Programa TVE Repórter sobre produção musical

Resenha de artigo: “O Processo de Produção Musical na Indústria Fonográfica” (MACEDO, 2006)

Indicação de alguns artigos e vídeos sobre produção musical

Mapa mental - Produção musical e suas etapas (v.16.02.16)

 




em breve link para a próxima postagem

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E, tempos depois,... mais um blog volta ao ar! O novo LPCM!

        Escrevo este post para marcar um momento de retomada deste espaço, o qual surgiu em 2008, e que, devido a fatores que explico a seguir, ficou um bom tempo inativo.
        Sei que hoje muitas pessoas escrevem em blogs com diferentes tipos de comprometimento com a escrita. Falo de aspectos como o tamanho dos posts, frequência das publicações, feedback e relação com o público, etc. Pelo fato do formato blog ter essa característica original de diário, de escrita frequente, me vi sem condições de publicar seguidamente com o tipo de escrita que adotei (longa e com certo rigor formal). Quando percebi que era uma empreitada que não poderia abraçar, tendo em vista minhas outras obrigações, desanimei e resolvi deixar pra quando eu pudesse pensar melhor outras formas de escrever.
        Como já relatei, meu contato com software livre ocorreu em torno de 2006, e de lá pra cá, com a presença mais forte da informática na vida de um número crescente de pessoas, a rede foi alimentada com um volume incrível de informação sobre o mundo do software livre. Eu, quando comecei a usar software livre e escrever sobre, tinha certeza que isso aconteceria. Seja porque mais usuários surgiriam e passariam a publicar ou pelo próprio curso natural da popularização do uso da informática, onde as pessoas criam demanda de informação e geram também conteúdos. Enfim, está cada vez mais fácil de aprender a fazer qualquer coisa.
        Quando comecei com os primeiros vídeos aqui do blog, havia pouco conteúdo em português sobre Linux. Hoje é inacreditável a quantidade de informação disponível. Diversos canais especializados surgiram no YouTube, com pessoas publicando vídeos tutoriais e de apresentação de diversas distribuições Linux. O mesmo aconteceu com o mundo da produção musical, com diversos canais interessantes de pessoas publicando informações sobre o assunto.
        Faço essa retrospectiva pra pensar os objetivos e projeções iniciais para este espaço. A ideia era criar conteúdo próprio e original, para assim poder distribuir de forma livre e sem preocupações com licenças de uso. Subestimei a tarefa e superestimei as metas e planos, fato... Tive de abandonar o espaço, poque vi que seria difícil manter tudo sozinho, tendo em vista o ritmo e o padrão de qualidade que planejei. Ou seja, se é pra fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas precariamente, prefiro selecionar prioridades. Muito de todo esse discurso explicativo passa por outra questão que quero explorar futuramente, talvez, o “mal da atualidade”: a procrastinação. Sim, acredito que sofri/sofro desse mal... Eu tenho uma frase que repito sempre: Eu, como “bom brasileiro”, deixo pra depois mesmo!... (risos).
        A escrita neste espaço sempre andou de certa forma paralela com meu contato e dedicação a uma das coisas que mais gosto de fazer: criação e produção musical. Tive de me afastar (mas nem tanto) de meus projetos com a música por cerca de quatro anos (o que dura uma graduação universitária), mas sempre planejando, escrevendo em off, etc. Acho que posso dizer que estou em fase de pré-produção musical faz uns 8 anos (risos)... Tudo isso pra dizer que “agora a coisa vai”! Os projetos foram retomados, estou bem feliz com isso e não pretendo abandoná-los. Sigamos!


O novo Livre Para Criar Música!


        Voltando a tratar da ideia consagrada do blog como um diário, como uma timeline que marca os momentos do autor, decidi não abrir mão desse pressuposto e deixar no ar coisas que estão desatualizadas, postagens com links quebrados, e, ainda. posts que hoje leio e tenho a impressão de certa pretensiosidade na escrita.
        Olhando para trás, fazendo uma retrospectiva, percebi que as postagens do blog refletem um pouco do momento ou estágio em que me encontrava em relação a produção musical e ao contato com o mundo do software livre. Quando comecei em 2008 a postar estava naquele momento de entusiasmo com a possibilidade de produzir minhas músicas com a liberdade que sempre sonhei, além do entusiasmo com a migração completa para o mundo GNU/Linux. Escrevi, porque não dizer, o manifesto Livre Para Criar Música, composto pelas primeiras postagens sobre o blog, onde marquei bem uma etapa e definição deste projeto. Além das postagens refletirem as etapas em que eu estava, marcando uma linha de tempo da minha relação com a produção musical e com o contato com o mundo do Software Livre, percebo que segui uma linha de pensamento para ordem e prioridade nas postagens: planejei postar primeiro informações sobre os softwares que existem para os dois sistemas operacionais, Windows e GNU/Linux, depois postar informações sobre migração de sistema operacional, e, por final, postar informações sobre softwares que existem exclusivamente para a plataforma GNU/Linux. De certa forma consegui fazer isso.
        Olhando para trás e resumindo o blog hoje, diria que: O objetivo do espaço é incentivar o uso de ferramentas livres na produção de arte assim como a distribuição livre dessa produção. O seu conteúdo é composto principalmente por resenhas de softwares livres; tutoriais; artigos sobre produção musical independente; artigos abordando questões politicas, sociais e filosóficas que tangem ao mundo do Software Livre e do Linux; e, resenhas de filmes, matérias e livros relacionados à temática do blog. O espaço se constituiu ainda como um manifesto pró-software livre na criação musical e como um portfólio de aprendizagem, na medida que o trabalho aqui tem um sentido de construção de conhecimento, de avaliação de aprendizagens, de avaliação crítica do que foi escrito ao longo do tempo, de busca por competências para trabalhar com software livre e produção musical, e de desenvolvimento de capacidades para criar e manter este espaço virtual (aprender HTML e CSS para criar o template do blog, por exemplo).
        Tendo em vista o volume de informação disponível hoje sobre o assunto que é foco deste espaço, tendo em vista o número crescente de pessoas que estão se dedicando a tratar desse assunto, e tendo em vista que as outras instâncias da vida me impossibilitam de escrever com um tempo necessário para a formalidade e frequência que pretendia e comecei, terei de manter este espaço de outra maneira, com outra proposta. Serei mais direto; tentarei focar em softwares para a produção musical em GNU/Linux e em assuntos relativos à produção musical; utilizarei mais conteúdos externos, de terceiros, para aliviar o trabalho; e postarei conforme vou retomando alguns conhecimentos que me são necessários neste momento, sem muito apego à metas e planos megalomaníacos. Abraços para todos e até mais!



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Tirando o (monte de) pó do blog





        Deixa eu pegar uma pá ali... Ou melhor, uma retroescavadeira! Sim, porque o pó acumulado não é brincadeira... Um longo tempo se passou desde a última postagem. De fato a inatividade ficou evidente. Sim, o blog ficou abandonado... Mas não nas ideias, mas não nos planos deste idealizador. Sabia que no momento possível retomaríamos as atividades. Sobre os motivos (as desculpas) e sobre a retomada deste espaço, tratarei nos próximos posts. Só apareci agora para dar sinal de vida. E vida longa para este blog! Sigamos

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Aniversário do blog - Dois anos no ar

        Hoje é aniversário do LPCM. Dois anos de vida deste espaço. Ainda que o ano que passou não tenha sido muito produtivo em termos de postagens publicadas, o importante é a manutenção do blog, que espero, tenha vida longa e produtiva.

domingo, 31 de julho de 2011

InProprietário – O Mundo do Software Livre, um documentário de Daniel Bianchi e Jota Rodrigo

        “InProprietário – O Mundo do Software Livre” é um documentário produzido por Daniel Bianchi e Jota Rodrigo em seu Trabalho de Conclusão do Curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo – do Centro Universitário FIEO | UNIFIEO.
        Abaixo, segue a sinopse encontrada na contracapa do trabalho:

Os Softwares possuem donos. Para obtê-los, é necessário, na maioria das vezes, adquirir licenças de uso. O código-fonte, a receita do software, não é disponibilizado, o que impossibilita o acesso para consulta ou alteração dos programas. Mas nem sempre foi assim. Fruto do desenvolvimento científico, o software nasceu livre, e passaria a ser mercadoria somente nas décadas de 1970 e 1980, respaldado então pelo Copyright.

A oposição ao software proprietário surgiria no cenário da tecnologia sob idealização do hacker Richard Stallman, para resgatar a liberdade do compartilhamento de softwares e seus códigos-fonte. Era o Projeto GNU, a origem de um movimento do software livre. Com a grande contribuição de Linus Torvalds, nascia o GNU/Linux, o novo sistema operacional livre, e diversos outros softwares, à tentativa de universalizar o acesso compartilhado à tecnologia computacional. Hoje, o software livre está presente em ONGs, órgãos governamentais, empresas privadas e em nossas casas.


        O blog Trezentos apresenta uma página com a ficha técnica completa do documentário e ainda links para download em diversos servidores, lembrando que o documentário encontra-se sob uma licença Creative Commons, podendo ser distribuído sob os termos da mesma.
        O documentário é composto por entrevistas, por narrativa apresentando conceitos e história do software livre e por trechos de filmes que apresentam de alguma forma ideias paralelas a temática do documentário (Em Nome da Rosa, Easy Rider e Fahrenheit 451, além de um trecho da série Simpsons).
        Ele começa com uma cena do filme “Em Nome da Rosa”, onde o personagem de Sean Conery é impedido de acessar uma biblioteca. Esse trecho serve como uma excelente comparação com as barreiras impostas pelo software proprietário, assim como as barreiras impostas pelo copyright no acesso a qualquer tipo de obra cultural. Mais distante de uma época em que a igreja católica era a principal interessada em restringir o conhecimento, hoje, temos um conjunto de pessoas, grupos, organizações, instituições, empresas e corporações com esse interesse, muitos destes, com objetivos semelhantes ao da Igreja, manter seu poder as custas das liberdades individuais.
        O principal entrevistado, como não poderia ser diferente, é ícone e guru do Movimento Software Livre, Richard Matthew Stallman, o programador que no início da década de 80 iniciou o projeto GNU, que visava construir um sistema operacional totalmente livre e inspirado no UNIX, projeto este que anos mais tarde adotou o kernel Linux, de Linus Torvalds, como kernel para seu sistema, dando origem ao sistema GNU/Linux. Stallman também fundou a Free Software Foundation, organização sem fins lucrativos que foi, como ainda é, de fundamental importância para o mundo do software livre, criando e aperfeiçoando licenças de software livre, como a GNU General Public License, e agregando toda uma comunidade de programadores que desenvolvem os softwares GNU.

“O movimento do software livre é um movimento político para a liberdade dos usuários de programas. Um programa livre pertence ao conhecimento humano. Um programa proprietário, não. É conhecimento secreto, roubado da humanidade.”

        A edição final da entrevista com Stallman deu conta de várias questões conceituais importantes, com destaque para a abordagem de aspectos históricos, políticos, éticos, filosóficos e de liberdade do software livre.
        Em momentos iniciais, para explicar o software livre, temos a conhecida comparação do software de código aberto com receitas de cozinha, tão utilizada por Stallman. Logo na sequência, Stallman faz diferenciação entre Freeware (software gratuito) e Free Software (software livre), com explicação das quatro liberdades fundamentais, e sobre a questão dos “freewares”, Stallman, mais adiante, deixa claro o seu posicionamento:

“Cada programa não livre, cada software proprietário é um problema social. Se proíbe o compartilhamento, é atacar a sociedade. Se permite o compartilhamento, mas não oferece o código-fonte, é dizer que seu desenvolvedor segue impondo seu poder aos usuários. Também é injusto. Também não deve existir. Então, não é uma contribuição, somente é um golpe, uma maneira de ganhar poder.”

        Um dos momentos históricos mais importantes da informática, obviamente, faz parte do “InProprietário”, o desenvolvimento e disponibilização do Kernel Linux, de Linus Torvalds, e a consequente união do mesmo com o sistema operacional do projeto GNU. Claro que não poderia faltar a história desta figura de fundamental importância para o mundo do software livre que é Linus Torvalds:

“Na verdade, eu não queria o dinheiro por uma série de razões. Quando postei o Linux originalmente, senti que estava seguindo os passos de centenas de cientistas e outros acadêmicos que construíram seu trabalho apoiando-se em outros – nos ombros de gigantes, nas palavras de Sir Isaac Newton.”

        Além de Stallman, o documentário conta com entrevistados de diferentes profissões e áreas de atuação, os quais tiveram direta ou indiretamente ligação com o Movimento Software Livre.
        Jorge Marcello dos Santos Mendes, Sargento do Exército Brasileiro, apresenta um panorama do “Plano de migração para software livre no exército brasileiro” orientado pelo Guia Livre - Referência de Migração para Software livre. Ele destaca principalmente os motivos para a adoção do software livre pelo Exército Brasileiro: econômicos (licenças caras), segurança dos dados estratégicos, prevenção a falhas de segurança e vírus, baixa exigência de hardware, baixo custo com servidores, menos rotatividade de hardware (mercado de software força a troca de hardware), menos manutenção à máquina do usuário (vírus, problemas com sistema etc), servidores funcionando ininterruptamente (três anos sem desligar).
        O economista e professor Eleutério Fernando da Silva Prado, trata do desenvolvimento tecnológico ocorrido durante e pós 2ª Guerra Mundial; da apropriação dos códigos por parte de empresas capitalistas desenvolvedoras de hardware; do software abarcado; do software como uma mercadoria, cuja a propriedade é de uma empresa, e não do usuário, que paga na verdade pelo direito de uso; e, do direito de propriedade para bens imateriais (software, música etc).
        O professor e sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, é outro grande destaque entre os entrevistados, devido a sua forte atuação como militante do Software Livre no Brasil, e por ter produzido obras com foco no tema. No “InProprietário”, ele introduz o conceito de software livre; explica um pouco a cultura hacker; e, destaca a importância de se ter o código-fonte disponível para ser copiado, estuda e melhorado, e como isso estimulou e estimula a “inteligencia coletiva distribuída”.
        Alem dos participantes acima, temos ainda nas entrevistas o professor e analista de sistemas Cristiano de Jesus, a administradora de sistemas Aline Freitas, o desenvolvedor de sistemas Paschoal Neto e o militante do Software Livre Yros Aguiar. Cada entrevista pode ser lida na íntegra no material textual.
        A foto da capa do filme, por Gilberto Fernandes, é parte interessante da obra: um usuário de computador em um bifurcamento da estrada. Utilizar GNU/Linux é escolher um caminho para seguir. E é com esta imagem que o filme acaba, com a mensagem implícita.
        O documentário é de fato fantástico, uma obra importante para a divulgação do software livre, que já se tornou referência para a comunidade de usuários GNU/Linux no Brasil. Lembrando que ele aborda o Movimento Software Livre, e não o Movimento Open Source, para eventuais críticos que possam reclamar da falta de informações acerca deste último. Ainda que existam outros filmes sobre o mundo GNU/Linux, diria que este documentário é o mais indicado em um momento inicial, para servir de introdução para novos usuários.

        O material textual, o TCC propriamente dito, encontra-se disponível para download em:

Assista online no YouTube
Inproprietário O mundo do software livre - parte 1


Inproprietário O mundo do software livre - parte 2
Inproprietário O mundo do software livre - parte 3

Assista online no Vimeo
InProprietário – O Mundo do Software Livre

Download via Torrent
http://thepiratebay.org/torrent/4890725/Inproprietario__O_mundo_do_software_livre_%5BBrazil__2009%5D

P.S.: Aproveito, mais uma vez, para agradecer aos autores do documentário (com os quais pude me comunicar por e-mail) por terem disponibilizado o link atualizado para download do TCC, e para parabenizá-los pelo trabalho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Hydrogen - Pastas padrão do programa

        O programa utiliza, por padrão, pastas específicas para salvar drumkits, patterns, demos, songs, playlists etc, as quais encontram-se, desde o momento da instalação, dentro de duas pastas do programa, uma utilizada pelo sistema e outra própria do usuário.
        Nos caminhos apresentados abaixo, “pasta-usuario-x” refere-se a pasta do usuário. E “.hydrogen” trata-se da pasta do programa que se encontra oculta. Em GNU/Linux, nomear uma pasta com um “.” (ponto) na frente de outros caracteres, faz com que ela fique oculta, só ficando visível após mudar a configuração do gerenciador de arquivos para que ele exiba as pastas ocultas (no Nautilus: Ver > Mostrar arquivos ocultos, ou Ctrl+H).

/usr/share/hydrogen/data/demo_songs
/usr/share/hydrogen/data/drumkits

/home/pasta-usuario-x/.hydrogen
/home/pasta-usuario-x/.hydrogen/data
/home/pasta-usuario-x/.hydrogen/data/drumkits
/home/pasta-usuario-x/.hydrogen/data/patterns
/home/pasta-usuario-x/.hydrogen/data/playlists
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Hydrogen - Itens do menu principal

        O menu principal do Hydrogen 0.9.4 apresenta quatro itens, sendo eles, “Project”, “Instruments”, “Tools” e “Info”, cada um abrindo um submenu com vários outros itens.


Project



1. Cria um novo projeto.
2. Mostra as informações do projeto atual (Nome da música, Autor, Licença e Notas) (ver imagem).
3. Abre um projeto “*.h2song” já salvo (ver imagem).
4. Abre o navegador de arquivos para escolher uma das músicas de demonstração, localizadas em “/usr/share/hydrogen/data/demo_songs” (ver imagem).
5. Abre um dos últimos projetos trabalhados.
6. Salva o projeto atual no formato “*.h2song”.
7. Abre o navegador de arquivos para salvar o projeto atual com o nome e no local que preferir (ver imagem).
8. Abre um Pattern salvo anteriormente. Por padrão, quando utilizado o “Save Pattern” (botão direito sobre o Pattern), ele é salvo em “/home/pasta-usuario-x/.hydrogen/data/patterns” e em uma pasta com o nome do drumkit utilizado (ver imagem).
9. Exporta o Pattern selecionado com o nome e para o local que preferir, com o formato “*.h2pattern” (ver imagem).
10. Exporta a música para arquivo Midi (*.mid), o qual pode ser utilizado em sequenciadores midi, ou ouvida em players que suportem o formato (ver imagem).
11. Exporta a música para arquivo WAV (*.wav), o qual pode ser utilizado em editores de audio, como o Ardour ou Audacity, ou ouvida em players que suportem o formato (ver imagem).
12. Fecha o projeto atual.


Instruments



1. Adiciona um instrumento (peça) ao drumkit atual para ser editado no editor de instrumentos, acrescentando um som pré-gravado da peça etc.
2. Limpa todos os instrumentos (peças) do drumkit atual, para que sejam editados do zero no editor de instrumentos, acrescentando sons pré-gravados em cada peça etc.
3. Salva o drumkit atual, por padrão, em “/home/pasta-usuario-x/.hydrogen/data/drumkits” e em uma sub-pasta com o nome escolhido (ver imagem).
4. Abre o navegador de arquivos para escolher o local para o qual o drumkit será exportado (ver imagem).
5. Abre a janela para importação de drumkits, a partir de um repositório na internet (aba “Internet”) ou a partir de um dispositivo de armazenamento (aba “Local file”).


Tools



1. Abre o editor de playlist no qual podem ser acrescentadas várias musicas já salvas (ver imagem).
2. Abre ou fecha o mixer.
3. Abre ou fecha o editor de instrumentos.
4. Abre a janela “Preferências”, onde pode-se editar as configurações do programa (Geral, Sistema de áudio, Sistema midi e Aparência)


Info



1. Abre janela para selecionar o manual do programa (em inglês, italiano, espanhol, francês,...) ou um tutorial (ver imagem).
2. Exibe informações sobre o programa, autores, licença etc.

domingo, 8 de maio de 2011

Hydrogen - Tipos de arquivos nativos do programa

        Seguem os tipos de arquivos nativos do Hydrogen, os quais, basicamente, contém códigos, linhas de comando e instruções que dizem como programa deve operar.

*.h2pattern: arquivo XML que descreve um único padrão. Os padrões são grupos de batidas e são geridos no editor de padrão.

*.h2song: arquivo XML que descreve a música inteira (ou sequência). As músicas são grupos de padrões com suas propriedades e são geridos no editor de música.

*.h2playlist: arquivo XML que descreve uma lista. A Lista é um grupo (ordenado) de músicas.

*.h2drumkit: uma pasta compactada contendo todas as amostras de som compondo um drumkit e uma descrição de arquivo XML. Drumkits são basicamente grupos de amostras de som.

        O programa abre e salva em todos esses formatos nativos acima e exporta a música (sequência de patterns contendo as batidas) nos formatos “.wav” e “.midi”. O formato WAV pode ser utilizado em editores de áudio (Audacity, Ardour,...) em mixagens com outros instrumentos, e o formato MIDI, em sequenciadores MIDI (Rosegarden), podendo, ambos, serem ouvidos em players que os suportem.
        Segue abaixo, uma tabela resumo dos tipos de arquivos com os quais o Hydrogen opera.


Tipo de arquivo
Operações
Abre
Salva
Importa
Exporta
.h2song
X
X


.h2pattern
X
X

X
.h2playlist
X
X


.h2pattern
X
X


.h2drumkit


X
X
.wav



X
.midi



X
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Hydrogen - Interface e módulos do programa

        A interface do Hydrogen é composta de alguns módulos, alguns editores, sendo eles, a barra de ferramentas principal, o editor de pattern, o editor de música, o editor de instrumentos e o mixer, os quais são apresentados abaixo.

FIGURA 1: Hydrogen 0.9.4, no Trisquel 4.5
Barra de Ferramentas

FIGURA 2: Barra de Ferramentas do Hydrogen 0.9.4

1. exibe o tempo da música
2. botões de navegação (voltar, executar/pausar, parar, avançar e loop)
3. seleção de modo song ou pattern
4. seleção de compasso e batidas
5. ajuste de BPM e botão para ligar/desligar metrônomo
6. exibição de eventos MIDI e uso do CPU
7. botões para exibir o mixer e o editor de instrumentos, e display que apresenta eventos


Editor de Pattern

        O Hydrogen sequencia a partir de padrões (patterns) criados pelo usuário. Em cada "pattern" o usuário programa, utilizando um intuitivo editor, uma sequência de batidas de determinado segmento da música. Após ter todos os patterns necessários para a música inteira, cada um contendo as respectivas partes da música (intro, verso, refrão, solo,...), pode-se editar no sequenciador de música, sequenciando os patterns criados, compondo com esses patterns a linha de tempo da música, estruturando a música.

FIGURA 3: Editor de Pattern do Hydrogen 0.9.4

1. pattern selecionado no editor de música para ser editado
2. grade do padrão para inserção de pontos que marcam as batidas
3. seleção de “size” (tamanho do padrão) e “resolução” (resolução da grade)
4. gravação de eventos via teclado/midi
5. menu de contexto com opções para o instrumento selecionado
6. lista de seleção com opções para ajuste de velocidade, pan e avanço e atraso de cada batida do instrumento (peça) selecionado
7. botões para acionar mute (quadrado vermelho) e solo (quadrado verde)


Editor de Música

        É aqui que a música em si é montada, onde os patterns criados, cada um contendo as respectivas partes da música (intro, verso, refrão, solo,..), serão ativados em uma sequencia na linha de tempo da música.

FIGURA 4: Editor de Música do Hydrogen 0.9.4

1. menu de contexto com opções para o pattern selecionado
2. grade para inserção de pontos que marcam os patterns
3. pattern ativo (selecionado para tocar)
4. limpa a grade, desativando todos os patterns que estiverem selecionados
5. cria um novo pattern
6. move o pattern selecionado para baixo
7. move o pattern selecionado para cima
8. modo seleção: para copiar, mover e apagar patterns selecionados na grade
9. modo desenho: para marcar livremente pontos na grade
10. single pattern mode / stacked pattern mode
11. linha de tempo da música


Editor de Instrumentos

        No Editor de Instrumentos podemos regular controles de “Attack”, “Decay”, “Sustain”, “Release” etc de cada peça, na aba “Intrument” em “Geral” (A); editar camadas e acrescentar novas, regulando “Gain”, “Pitch e “Fine”, na aba “Intrument” em “Layers” (B); e, gerenciar o uso dos Drumkits e padroẽs, selecionando o drumkit que vai executar a música, personalizando o drumkit etc.

FIGURA 5: Editor de Instrumentos do Hydrogen 0.9.4: (A) Instrument, aba Geral; (B) Instrument, aba Layers; (C) Sound library.


Mixer

        Podemos dizer que o mixer tem um papel importante mais para o final do trabalho de composição. Quando a música já está pronta, com todos os patterns criados (através do editor de patterns) e sequenciados no editor de música, pode-se dar um ótimo acabamento na mixagem, equilibrando volumes dos canais, regulando controles de Pan para um bom panorama, dando ambientação com uso de plugins e “humanizando” a música.

FIGURA 6: Mixer do Hydrogen 0.9.4

1. canal do mixer
2. teclas “Executar exemplo”, “Mudo” e “Solo”
3. controle de “Pan” (balanço esquerda/direita)
4. controles de ganho dos plugins, cada um ligado ao seu respectivo plugin encontrado no editor de plugins (7)
5. controle de volume do canal
6. registro dos picos de volume
7. editor de plugins: suporta 4 plugins, os quais são direcionados para seus respectivos controles de ganho em cada um dos canais do mixer
8. canal master: controle do volume, teclas “Mute”, “FX” (para exibir editor de plugins) e “Peak” (para exibir os picos dos instrumentos), e controles para “humanizar” a música, “Humanize”, “Velocity” e “Swing”

sábado, 30 de abril de 2011

Hydrogen - Manual Básico

        Este é um manual básico de uso do Hydrogen, que tem o objetivo inicial de apresentar os elementos da interface do programa, as principais funções do seu menu, os tipos de arquivos com os quais ele opera, e a localização de suas pastas padrão, para que novos usuários possam se familiarizar com esta drum machine e ganhar tempo nos primeiros contatos com o programa. Posteriormente este manual poderá ser ampliado, contemplando aspectos mais aprofundados das funcionalidades do programa.


Sumário

1 Hydrogen - Apresentando o programa
2 Hydrogen - Interface e módulos do programa
        2.1 Barra de Ferramentas
        2.2 Editor de Pattern
        2.3 Editor de Música
        2.4 Editor de Instrumentos
        2.5 Mixer
3 Hydrogen - Tipos de arquivos nativos do programa
4 Hydrogen - Itens do menu principal
        4.1 Project
        4.2 Instruments
        4.3 Tools
        4.4 Info
5 Hydrogen - Pastas padrão do programa

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ardour – Apresentando o programa

        O Ardour é uma Digital Audio Workstation (DAW), em português, Estação de Trabalho de Áudio Digital, que é distribuída gratuitamente sob os termos da licença de software livre GNU General Public License, e com versões para os sistemas GNU/Linux, FreeBSD, Solaris e Mac OS X. O programa foi escrito em C++ e utilizando o toolkit GTK+. O autor original do Ardour é Paul Davis, também responsável pelo JACK Audio Connection Kit, um servidor de áudio de baixa latência responsável pelo gerenciamento de conexões entre entradas e saídas de dispositivos reais e virtuais. O Ardour é hoje o principal e mais completo software de sua categoria em GNU/Linux. Trata-se de um software de edição de áudio profissional, sendo o maior concorrente livre dos softwares proprietários mais conhecidos. E esse era desde o início o objetivo de Paul Davis, apresentar uma solução completa para edição de áudio em plataforma GNU/Linux. Com o Ardour pode-se gravar áudio proveniente de instrumentos conectados às entradas da placa de áudio do PC em sistema multipista, editar cada pista, mixar, aplicar efeitos em tempo real, e exportar tudo em diversos formatos.


Uma DAW completa

        Se com o Audacity é possível obter resultados de alta qualidade, aqui as possibilidades são consideravelmente maiores. Cabe dizer que o Audacity é um ótimo início para quem pretende lidar com edição de áudio, podendo na verdade satisfazer tranquilamente todas as necessidades de determinados usuários, conforme o tipo de trabalho com áudio que realizam. As limitações do Audacity surgem conforme as exigências aumentam. Com o tempo de uso do Audacity, percebe-se algumas limitações, entre elas o fato de não ser possível ouvir os efeitos aplicados em tempo real. Outra possibilidade, e talvez uma boa escolha, é o trabalho nos nos dois softwares, capturando, gravando e editando o áudio no Audacity e mixando, aplicando efeitos no Ardour, por exemplo.
        Se você já teve contato com softwares proprietários da categoria do Ardour, provavelmente terá de gastar menos tempo em entender como realizar as tarefas de gravação, edição e aplicação de efeitos, e em se localizar entre as suas funções, do que em se adaptar ao uso do programa. Se você estava acostumado com o Audacity, de início vai perceber que, devido ao número maior de funções, ele parecerá difícil, porém, com o auxílio de diversos manuais disponíveis, rapidamente irá se adaptar ao uso programa.


Entradas e Saídas

        O Ardour utiliza o JACK Audio Connection Kit para fazer conexões entre entradas e saídas de dispositivos de hardware e também de outros softwares de áudio. O Jack é o responsável por rotear o som proveniente dessas diferentes entradas e saídas, permitindo um grande número de possibilidades de conexões, cumprindo papel semelhante de um patchbay de um estúdio real.


Características importantes
  • Ilimitado número de faixas de áudio
  • Edição não-destrutiva e não-linear com refazer ilimitado
  • Recepção de sinal de diversas fontes e envio para diversas fontes
  • Ilimitado número de plugins pré-fader e pós-fader
  • Ponto de flutuação de áudio em 32-bit
  • Compensação automática no atraso de faixas
  • Automação precisa
  • Mais de 200 plugins LADSPA e LV2 disponíveis sob licença livre
  • Suporte a plugins VST
  • Integração completa com todos aplicativos JACK
  • Sem proteção contra cópias
  • Distribuído gratuitamente sob os termos da licença de software livre GNU GPL
  • Código fonte disponível para qualquer pessoa


Download e instalação

        O Ardour encontra-se disponível para instalação a partir dos repositórios de várias distribuições GNU/Linux, podendo ser instalado via ferramentas gráficas, como “Synaptic” ou ferramentas tipo “Adicionar/Remover Aplicações”, ou via terminal. Se necessário, ou se assim preferir, o usuário pode baixar os fontes compactados do programa, em http://ardour.org/download, e compilá-lo.


Considerações finais

        O Ardour pode ser obtido em sua página oficial, na área de downloads, em http://ardour.org/download. Uma lista com links para download dos principais plugins LADSPA e LV2 está disponível em http://ardour.org/plugins. Manuais em inglês encontram-se em http://ardour.org/support. Manuais traduzidos para o português e tutoriais encontram-se no Estúdio Livre, em http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Ardour&bl.